A Covid-19 pode Causar Queda de Cabelo? Entenda a relação
A queda de cabelo está entre os cinco sintomas mais relatados por pacientes após a recuperação da Covid-19, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Esti

A queda de cabelo está entre os cinco sintomas mais relatados por pacientes após a recuperação da Covid-19, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Estima-se que um em cada quatro infectados sintomáticos apresente esse efeito colateral, que costuma surgir entre seis e oito semanas após a infecção.
A condição, chamada eflúvio telógeno agudo, também pode ser desencadeada por outras situações de estresse físico e emocional, como pneumonia, sinusite, cirurgias (como a bariátrica), dietas restritivas, gripes intensas e infecções.
A Covid-19 pode causar queda de cabelo? Ainda não se sabe exatamente como o coronavírus influencia nesse processo, mas é certo que o impacto no organismo é significativo.
Se a queda persistir após quatro meses, a avaliação médica é fundamental para diagnóstico e tratamento adequados.
Qual é a relação entre o coronavírus e a queda de cabelo?

O coronavírus, assim como outras infecções virais como dengue e zika, pode causar uma intensa queda de cabelo chamada eflúvio telógeno agudo.
Isso ocorre quando os fios que estavam em fase de crescimento entram precocemente na fase de queda, levando à perda capilar visível no travesseiro, escova ou roupas.
Estima-se que até um terço dos infectados com Covid-19 enfrentem essa condição, inclusive os assintomáticos. A febre e o estresse provocado pela doença, com aumento do cortisol e impactos emocionais, também contribuem para o quadro.
Embora o eflúvio geralmente surja 2 a 3 meses após o gatilho, na Covid-19 ele pode aparecer antes. A confirmação é feita por um dermatologista com exames como pull test e dermatoscopia.
Por que há queda de cabelo pós-Covid?

A queda de cabelo pós-Covid, chamada de eflúvio telógeno, é uma das cinco sequelas mais comuns da infecção, afetando 1 a cada 4 pacientes, especialmente mulheres e pessoas negras.
Ela ocorre quando os fios em fase de crescimento caem precocemente, devido à febre alta, inflamação, estresse, emagrecimento ou baixa oxigenação dos folículos.
Diferente da alopecia, essa condição é temporária: costuma cessar em até seis meses, embora a recuperação completa dos fios possa levar até 18 meses.
A perda é difusa, sem atingir uma área específica do couro cabeludo. Além disso, segundo estudos internacionais, outros sintomas persistentes incluem fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção e falta de ar. Apesar do susto, a boa notícia é que o cabelo geralmente volta a crescer.
Quando começam a queda de cabelo e a alopecia areata?
A queda de cabelo após a COVID-19 costuma iniciar entre 2 a 3 meses após a infecção. Um estudo apontou que, em média, os fios começam a cair após 56 dias.
Já nos casos de alopecia areata, os surtos podem surgir mais rapidamente, entre 1 a 3 meses após o contágio.
Quanto tempo dura a queda de cabelo e a alopecia areata?
A Covid-19 pode causar queda de cabelo e, a queda de cabelo costuma durar entre 3 a 6 meses, com crescimento natural dos fios após esse período. Já na alopecia areata, a duração é imprevisível.
Muitas pessoas, especialmente crianças, recuperam os cabelos sem tratamento, mas outras necessitam de intervenção médica para estimular o crescimento.
O que você pode fazer para o cabelo crescer novamente após se recuperar da COVID-19?
Se você está enfrentando queda de cabelo, é provável que observe novos fios crescendo naturalmente entre 3 e 6 meses após o início da queda. A maioria das pessoas recupera totalmente o cabelo em até 8 meses.
No caso da alopecia areata, é essencial procurar um dermatologista para avaliar se o tratamento é necessário e qual abordagem é mais adequada para o seu caso.
O que causa o Eflúvio telógeno?

O eflúvio telógeno não é exclusivo da infecção por Coronavírus. Essa condição pode ser desencadeada por diversos fatores como estresse, traumas físicos ou emocionais, deficiências nutricionais, estados febris, doenças endócrinas e uso de certos medicamentos.
No caso da queda de cabelo pós-Covid, há uma combinação de várias dessas causas, já que a infecção envolve febre, estresse, trauma e carência de nutrientes, pois o organismo direciona seus recursos para combater o vírus.
Tecnicamente, o ciclo capilar normal é dividido em três fases:
Anágena (crescimento);
Catágena (transição);
Telógena (repouso).
Durante ou após a Covid-19, a fase anágena pode ser interrompida precocemente, levando os fios diretamente para a fase telógena, o que resulta em queda acentuada. Essa queda pode acontecer ainda durante a infecção ou surgir até três meses após a recuperação.
Investigação de diagnóstico

Antes de iniciar qualquer tratamento para queda de cabelo, é essencial identificar a causa do problema para direcionar a abordagem de forma precisa.
Um exame chamado tricoscopia permite que o especialista analise o couro cabeludo e os folículos capilares com auxílio de um dermatoscópio, observando possíveis alterações.
Além disso, podem ser solicitados exames laboratoriais para avaliar níveis de ferro, vitamina B12, hormônios da tireoide, entre outros indicadores que podem revelar condições associadas à queda capilar.
É fundamental não iniciar medicamentos por conta própria. O uso indiscriminado de produtos como o minoxidil, bastante popular nesses casos, pode apresentar riscos à saúde, como queda da pressão arterial.
Pacientes com insuficiência cardíaca, valvulopatias ou arritmias devem passar por avaliação com um cardiologista antes de iniciar o tratamento. A condução médica é indispensável para garantir segurança e eficácia no controle da queda capilar.
Queda de cabelo pós-Covid: Tratamentos tópicos e por via oral
A queda de cabelo pós-Covid é uma das sequelas mais relatadas por pacientes e costuma gerar bastante angústia, já que os fios caem em grande quantidade em pouco tempo.
Embora o coronavírus esteja presente no mundo há anos, muitos efeitos da infecção ainda estão sendo compreendidos, especialmente aqueles que surgem após a recuperação. Felizmente, diversas pesquisas já revelaram possíveis causas e formas de lidar com esse quadro.
Um dos principais tratamentos indicados é o uso de minoxidil, que estimula o crescimento de novos fios e encurta o tempo de recuperação capilar. Ele pode ser aplicado diretamente no couro cabeludo ou usado por via oral.
No entanto, é importante que o paciente compreenda que o processo de recuperação não é imediato, e que a ansiedade pode agravar ainda mais a condição. O acompanhamento médico é essencial.
Outras abordagens incluem anti-inflamatórios e corticoides, que combatem danos causados pela infecção viral, mas só devem ser utilizados com prescrição.
Suplementos como a biotina também podem ser associados, embora não existam comprovações sólidas de sua eficácia no tratamento do eflúvio telógeno, tipo mais comum de queda associada à Covid-19.
Inflitrações
A microinfusão de medicamentos no couro cabeludo é uma técnica complementar eficaz para casos de queda intensa de cabelo.
Com o uso de microagulhas imersas em medicamentos, o procedimento cria pequenos furos controlados que permitem a entrega precisa e uniforme dos ativos, além de estimular a vascularização local e a multiplicação celular, favorecendo o crescimento capilar.
A intradermoterapia (ou mesoterapia) e o microagulhamento também funcionam com base nesse princípio.
Os medicamentos aplicados variam conforme cada caso, podendo incluir anti-inflamatórios, minoxidil, vitaminas e, em casos de alopecia comprovada, bloqueadores hormonais como a finasterida, que inibem o hormônio responsável pela queda.
Além disso, embora ainda não seja consenso absoluto, o laser de baixa frequência é uma opção promissora para estimular o crescimento dos fios.
Ele melhora a vascularização e o aporte de nutrientes, reduz inflamações ao redor dos folículos, ajuda a controlar caspa, coceira e descamação, e estimula as mitocôndrias, que fornecem energia para a produção capilar.
Quando é preciso se preocupar com a queda de cabelo pós-Covid?

A queda de cabelo pós-Covid geralmente melhora sozinha em até seis meses, podendo ser menos tempo. Durante esse período, é comum notar muitos fios caindo no banho ou ao mexer no cabelo.
Se a queda persistir ou parecer excessiva, consulte um endocrinologista para investigar outras causas possíveis, como problemas hormonais, menopausa, alimentação inadequada ou anemia.
Essa avaliação é fundamental, especialmente para quem tem histórico familiar de calvície, pois o eflúvio telógeno pode desencadear esse problema, impactando a autoestima.
Queda de cabelo por estresse é reversível
Na maioria dos casos, a queda de cabelo causada por estresse dura até 3 meses e se resolve sozinha.
Porém, quedas muito intensas podem deixar o couro cabeludo mais visível, revelando problemas capilares pré-existentes, como a alopecia androgenética (calvície).
O eflúvio telógeno não causa calvície, mas pode evidenciar seu início precoce. Por isso, é fundamental o acompanhamento com um dermatologista.
A queda temporária de cabelo pode ocorrer após febre, doença ou estresse
Estudos indicam que cerca de 20% das pessoas que tiveram COVID-19 apresentam queda temporária de cabelo, geralmente iniciando alguns meses após a recuperação.
Essa queda difusa ocorre após eventos estressantes ou doenças que causam febre, como a COVID-19, pneumonia e gripe. Apesar da intensidade, a maioria recupera o crescimento dos fios naturalmente em alguns meses, sem necessidade de tratamento.
Mas, e quanto a queda acontece durante a infecção do Covid19?

Alguns pacientes relatam queda de cabelo já durante a infecção por COVID-19. Em casos graves, como pacientes internados em UTI, a queda pode ser observada por volta do 40º dia, possivelmente devido à intensidade do quadro sistêmico.
Além disso, o estresse psicológico vivido durante a pandemia também contribui para o eflúvio telógeno, fazendo com que a queda possa ocorrer durante a infecção, resultado do estresse acumulado nos meses anteriores.
Redobre os cuidados
Se você já enfrenta problemas capilares ou passou por eflúvio telógeno anteriormente, é essencial consultar um dermatologista, manter a calma, ter paciência e cuidar bem dos seus fios.
Além disso, a LEDterapia, um tratamento com luz de LED, pode ser uma ótima aliada no combate à queda de cabelo, estimulando o crescimento e fortalecendo os fios.
Para ajudar na redução da queda de cabelo, você pode tomar as seguintes precauções:
1. Adote uma dieta rica em nutrientes

Uma recomendação importante para ajudar a evitar a queda de cabelo é manter uma dieta saudável, rica em proteínas e vitaminas como D, C e biotina.
A suplementação deve ser feita somente com orientação médica, após avaliação de exames laboratoriais, pois o uso inadequado de vitaminas pode causar hipervitaminoses, prejudicando a saúde.
2. Reduza o estresse emocional

Para reduzir o estresse, reserve alguns minutos diários para meditar ou praticar a contemplação silenciosa. Dedique tempo a atividades relaxantes, como ler, cozinhar ou passear. Também é importante desconectar-se das redes sociais e da TV para descansar a mente e renovar suas energias.
3. Consulte seu médico

Procure seu médico sobre a queda de cabelo e quaisquer sintomas no couro cabeludo que estiver sentindo. Embora o dermatologista seja o especialista indicado para tratar a queda, um médico de atenção primária pode solicitar exames de sangue ou outros testes para identificar possíveis causas ocultas.
Perguntas Fequentes
Porque a Covid causa queda de cabelo?
Embora as causas exatas ainda não estejam totalmente esclarecidas, já se sabe que há uma ligação entre o vírus e o eflúvio telógeno agudo, uma forma de queda de cabelo que pode ser desencadeada por outras infecções virais e situações de estresse.
Qual doença faz o cabelo cair muito?
A queda de cabelo pode ser causada por várias doenças, incluindo condições autoimunes como a alopecia areata, em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares, e a alopecia androgenética, de origem genética e mais comum em homens.
Além disso, problemas como hipotireoidismo, anemia, sífilis e até estresse também podem provocar a perda dos fios.
Qual a vitamina que falta no organismo que faz cair cabelo?
A falta de vitamina D pode afetar o crescimento do cabelo, pois essa vitamina é essencial não só para manter níveis saudáveis de cálcio e fósforo no sangue, mas também para a saúde do sistema imunológico.
Quando há deficiência, o sistema imunológico pode atacar os folículos capilares, causando crescimento prejudicado e queda de cabelo.
Quanto tempo dura a queda capilar por covid?
O eflúvio, principal causa da queda de cabelo após infecção por Covid-19, é autolimitado, durando geralmente de dois a quatro meses, desde que não haja outras doenças associadas.
Qual bactéria faz cair o cabelo?
A bactéria responsável por causar queda de cabelo é a Treponema pallidum, causadora da sífilis. A queda capilar pode ser um dos sintomas da doença durante sua evolução, manifestando-se como áreas de perda de cabelo, muitas vezes em padrão difuso ou em tufos.
Qual exame fazer para queda de cabelo?
Para avaliar a queda de cabelo, o principal exame é a tricoscopia, uma técnica não invasiva que permite ao médico analisar em detalhes o couro cabeludo e os fios, ajudando a identificar padrões de queda e possíveis alterações.
Além dela, exames laboratoriais também são frequentemente solicitados, como os de ferritina (para avaliar níveis de ferro), TSH (função da tireoide), testosterona e outros hormônios, a fim de investigar causas internas ou desequilíbrios que possam estar afetando a saúde capilar.
Conclusão
A COVID-19 pode deixar marcas que vão além da recuperação clínica, e a queda de cabelo é uma delas. O susto de ver os fios indo embora, muitas vezes em grandes quantidades, pode abalar ainda mais quem enfrentou o vírus.
Mas entender que esse fenômeno, chamado de eflúvio telógeno, é uma resposta natural do corpo ao estresse físico e emocional é um alívio para muitos.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, os fios voltam a crescer com o tempo e os cuidados certos.
A pandemia escancarou nossa fragilidade, mas também nossa capacidade de regenerar. Assim como o corpo, o cabelo também pode renascer, e essa é uma das formas mais visíveis de superação silenciosa.
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